Budismo Theravada

Por aqueles acasos que já nem nos interrogamos, através da Internet numa sala Budista no PalTalk, surgiu um indivíduo vietnamita que calmamente assistiu à meditação que tendo–se apresentado no fim e apresentado alguns pontos da sua visão sobre o Budismo, tal como entrou da mesma forma desapareceu. Uns dias depois eu estava no PalTalk, numa das salas da FozIber, quando recebo um IM (mensagem interna) desse indivíduo mostrando interesse em falar comigo. Convidei-o para a sala mas ele mostrou mais interesse em conversar comigo num ambiente mais íntimo e eu forneci-lhe o meu contacto para a Google Talk. Realmente também não sei dizer porque actuei assim uma vez que lhe estava a fornecer o meu e-mail e fartos de spam estamos nós; porém, foi assim que aconteceu e hoje em nada me arrependo.
Passados uns instantes recebia uma mensagem de um personagem chamado Dhammachotika Thach e pedi-lhe que aguardasse que eu terminasse a minha exposição no PalTalk e fechasse a sala. Ele não mostrou qualquer problema e aguardou cerca de uma hora. Após algum tempo de diálogo entre nós, a viva voz, ele enviou-me uma fotografia sua que me fez saber, para meu espanto, que estava a dialogar com um monge budista theravada nascido no Vietname mas a residir num mosteiro na Tailândia. Entretanto, o monge de trinta e dois anos explicava-me a sua necessidade de desenvolver a língua inglesa porque iria ter uma prova oral com o seu grupo de trabalho mas em matéria de inglês eles tinham imensos problemas porque até o professor inglês que tinham já havia anos que tinha decidido ficar por lá ao ponto de já ter esquecido imenso o seu idioma natal.
Bom, o meu inglês tem muito sotaque e à minha sala costuma ir assiduamente um inglês que é professor em Liverpool; eu disse a Dhammachotika que esse é que seria óptimo para os ensinar. Falei com o Martin Cosgrove – o inglês a que me reporto -, que mostrou todo o prazer em ensinar e os três reunimo-nos numa outra sala do PalTalk em Social Issues – as da FozIber também se encontram em Social Issues mas em Humanísticas. Dhammachotika compareceu mas exibindo um certo desinteresse e depois de ter falado com o professor Martin Cosgrove e de ter saído da sala voltou a contactar-me via Google Talk.
Sistematicamente Dhammachotika tanto me agradecia a minha atenção por lhe ter apresentado um professor tão bom como mantinha que queria que fosse eu a ensinar-lhe assim como ao grupo. Lá acedi, com todo o prazer é certo, mas sabendo o sotaque que lhes iria transmitir. Desta forma os nossos diálogos diários tomaram corpo e destes não só nasceu uma grande amizade como uma grande aprendizagem mútua: eles desenvolviam a língua inglesa e eu aprofundava pela primeira vez o Budismo Khmer Theravada. Sobre este tema estamos hoje a publicar uma página na FozIber e cujo link é http://fozibertheravadaport.no.sapo.pt a par com o Flickr onde publicámos as fotografias da prova oral de Inglês que lhes correu excepcionalmente bem. Após a publicação da página em Inglês publicaremos a página também em português dado que é o idioma base das nossas publicações e daí porque já vos estamos apresentar esta introdução portuguesa sobre a matéria com a orientação e a supervisão de Dhammachotika Thach assim como a dos superiores do mosteiro na Tailândia.
Podemos afirmar sem erro que o Budismo Theravada, tendo nascido na Índia, rapidamente se espalhou por toda a região Sul Este asiática permitindo-nos, com segurança, geograficamente definir o Budismo Theravada como sendo o das regiões e países de língua Pali: Sri Lanka, Burma, Vietname, Camboja, Tailândia, Laos etc. constituem alguns desses países mas e mais modernamente, podemos observar o seu grande avanço na Europa e na América possuindo hoje mais de cem milhões de praticantes.
A FozIber publicou, sobre esta matéria primeiro em inglês porque os diálogos entre o mestre e o discípulo foram nesta língua http://fozibertheravadaeng.no.sapo.pt passando imediatamente ao Português, página já acima citada, a qual não é uma tradução directa mas completamente construída em português uma vez que o papel de discípulo é desenvolvido pelo próprio autor podendo-lhe, nesta língua, dar um cunho mais profundo e pessoal tal como aludir a páginas de web em português e espanhol a maior parte delas pertencentes a centros budistas theravada não descorçoando, no entanto algumas páginas importantíssimas em inglês. Como e para um blog este texto já vai longo fica aqui o convite para a primeira parte de uma série que pretendemos publicar.
Publicado por foziber em
12:46 PM
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